sexta-feira, 28 de setembro de 2012

GIPSY SOUP - PRA MARIA, A NOSSA MARIA DE CADIZ


Gypsies at a campfire.
William Joseph Shayer (1787–1879); oil, canvas

gipsy soup


sempre deliciosas, essa é feita com grãos de bico, abóboras e tomates frescos.


servida com lentilhas, vagens, batatas e pão.


essa leva o caldo especial de frango, ervilhas, cenouras e batatas.
quanto ao caldo:

cobre-se o frango com especiarias do tipo, cravo, cebolas, salsas, loro, pimenta do reino e depois guarda-se o líquido apurado para muitas sopas caseiras.


Essa dentre todas parece ser a mais consumida, deliciosa, aquece e acalma a alma da gente. Dá força sabe, cheirinho de carinho quando cozinhamos. Vão todos os legumes, mais pimentos e folhas de couve picadas e rasgadas, como um refogado inicial de legumes:


Pronto, verifique o sal e o azeite, depois deixe cozinhar até quase derreter.

A maioria dos romanis faziam apenas 1 refeição grande ao dia, era a dificuldade do fogo, de paragem, de comida e de como cozinhar.
Ainda existem famílias que só tem uma refeição ao dia.

com carinho pra você Maria,
uma sopa que reúne pessoas, em volta de uma única panela,
um um único fogo,
a esquentar a alma,
a acalentar o coração e na certeza de que:
montanhas não se encontram,
mas pessoas sim.

Cozinha dos Vurdóns
(as fotos são de várias cozinhas pelo mundo)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

BOLACHAS DE ALFAZEMA


Gypsies.
William Joseph Shayer (1787-1879);
oil, canvas

São comuns, muita gente faz ... mas entre os romani, os ciganos de Portugal ela sempre faz sucesso, quem quiser pode substituir por alecrim seco, entretanto as de alfazema são divinais:

(do blog flores comestíveis3)

BOLACHAS DE ALFAZEMA
Ingredientes:

250g de farinha sem fermento - experimente a farinha integral;
1 colher (chá) de fermento em pó;
125g de manteiga;
1 colher (sopa) de alfazema picada;
Raspa de 1 limão;
1 pitada de sal;
125g de açúcar;
1 ovo.

Modo de Preparo:

Mistura-se a farinha, o fermento, a manteiga, a alfazema já bem picadinha, a raspa do limão e o sal com as pontas dos dedos até a mistura parecer miolo de pão. Junta-se o ovo batido e o açúcar, mistura-se bem para ficar tudo homogêneo e deixe a massa repousar durante 30 a 60 minutos.

Aqueça o forno a 200º, e corte a massa com  forma de bolachinhas (estique a massa sobre um local seco e enfarinhado, abra com o tolo e corte as bolachas, ou não estique nada e faça montinhos achatados com a colher) sobre um tabuleiro untado leve pra assar  por cerca de 10 minutos. Fique de olho, elas queimam rápido. 

 uma delicada idéia do blog - Tertúlia de sabores Pt.

Cozinha dos Vurdóns

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

SALADAS E OS ARTISTAS QUE PINTARAM OS ROMANI

Simples,
fresca,
nos deixa a mente livre, 
para pensar e apreciar as pinturas...


Uma salada de figos frescos, melão caipira e manjericão fresco. Flôr de sal, azeite, tomates frescos, salsão e alho torrado.
Um bom vinho e belas pinturas ...


Thadeusz Rybkowski - Polish artist (1848–1926) - 
Oil, canvas. 1894. 

John Wootton (about 1681-82 — 1764 ); oil, canvas; 1748. 
A fragment.

Mulher Inglesa cigana
séc - XVIII

As telas são de colecionador russo.

Cozinha dos Vurdóns

domingo, 23 de setembro de 2012

IMAGINÁRIO E REALIDADE

A cozinha viajou e traz a realidade de uma cozinha rica em simplicidade e recheada de esperança.



Do cozido que antes levava tomates frescos e hoje se usa a massa de tomate. Cenoura e batatas cortadas. Um pedaço de carne cai bem e é bem vindo, quando se pode comprar.
Da subsistencia de arroz, feijão, um pedaço de carne.
Da saia costurada a mão,
da vida e da fome.
Longe do imaginário, direto na realidade.
Hoje uma cozinha realista.
Dois acampamentos, o primeiro no norte do país, o segundo no sul.
Unir para sobreviver.



Uma outra parte já vive em casas e assim a vida se segue. O tempero, o carinho e a simplicidade, fazem parte do dia a dia dessa comunidade.
O bife de frango a moda do dia.

Para temperar:
limão,
sal e cebola,
tomate e óleo.




Um arroz feito na hora, temperado com massa de tomate, milho, ervilha e queijo.
O carinho de quem nos recebe é sem igual, essas mãos não tem preço, já lavaram muita louça, ariaram muita panela e muito tacho. Essa é a melhor cozinha que existe, aquela feita com carinho, pela Olga, uma rromi Kalderash.


E restam as fotos, de alguns antigos fogões.
Resta a certeza de que em todos os cantos que estivemos nesses dias, a língua, as tradições e a simplicidade ainda sobrevivem e no que depender de nós, a utopia continuará sendo passando pra realidade.
Assim, simples, mas cheia de dignidade, tanto na mesa da casa, quanto na barraca de um acampamento.

Cozinha dos Vurdóns
porque andar é preciso.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Jack Kerouac, na Cozinha dos Vurdons





Um pequeno texto de Jack Kerouac


'Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os 

encrenqueiros. Os que fogem ao padrão. Aqueles que veem as 

coisas de um jeito diferente. Eles não se adaptam às regras, nem 

respeitam o status quo. Você pode citá-los ou achá-los 

desagradáveis, glorificá-los ou desprezá-los. Mas a única coisa que 

você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. 

Eles empurram adiante a raça humana. E enquanto alguns os veem 

como loucos, nós os vemos como gênios. Porque as pessoas que são 

loucas o bastante para pensarem que podem mudar o mundo são as 

únicas que realmente podem fazê-lo.'


E o Vurdón segue viajem
...
As cozinheiras


sábado, 15 de setembro de 2012

PRATOS COM PEIXE - COMO A VIDA DA GENTE.

É certo que nem todos amam peixe ou frutos do mar, certo é que como eles e suas variáveis, a vida segue, simples.

Aqui vão 4 idéias simples, fáceis e práticas ... nesses tempos que se correm é apenas o que pensamos.

Sobras de peixe, azeitonas, vagens picadas e já refogadas, cenoura ralada, farinha de trigo e verificar o tempero.

Fritadas ou assadas, um sucesso.



Peixe, frutos do mar, temperos, arroz, pimentão e açafrão - uma paella humilde, simples, rápida, mas que alegra o paladar.






Peixe temperado com alho e sal, coentro picado, cebola e tomate. Coloque pra assar e no meio do caminho, coloque requeijão e azeitonas, volte ao forno pra dourar.
Sucesso absoluto.

Panela de barro, postas de peixe, camarão de molho, bastante azeite e cebola, tomate, alho e sal. Cubra com água e deixe engrossar. Cebolinha por cima. 
Uma pimentinha pra encantar e pronto.
Está feito.





Caravaggio - la zingara - 1.594

Todas as receitas acima, vieram da net, fazemos todas e todas tem um toque diferente. Os rom, quando atravessaram fronteiras, se utilizaram de tudo o que podiam para sobreviver, ervas sempre foram temperos, comidas sem o luxo do sal e assim por diante. 
Os alimentos não escolhem seus donos, assim como a simplicidade sempre ganha espaços nas cozinhas, não se trata de saber de onde veio a comida, se trata apenas de saber que os rom estão presentes em quase todos os países do mundo e já exercem as mais variadas profissões.
Não se trata apenas de peixe, mas de poder nadar livremente.
Atravessar continentes, tendo em mente que a Liberdade é e sempre será seu bem mais precioso.

Cozinha dos Vurdóns

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

EDUCAR DESDE PEQUENO PARA VENCER O PRECONCEITO



EDUCAR DESDE PEQUENO PARA VENCER O PRECONCEITO

O exemplo vem de Pontevedra - Espanha, a admiração fica por conta do resto do mundo.
ou clic nas fotos para ir ao sítio

 
Quando os educadores SE JUNTAM, as crianças tem uma oportunidade única: podem aprender a viver sem preconceito. O governo faz as leis, NÒS é que devemos fazer com que sejam cumpridas, esse é nosso direito e nossa obrigação enquanto cidadãos e cidadãs.

                                                                       
Esse é um exemplo que nos encheu os olhos de lágrimas, vem da Espanha, de uma escola de pequeninos. Usando da criatividade, DA BOA VONTADE e de algum conhecimento, é claro, sobre o assunto, uma escola resolve ensinar os pequenos que existe um povo: 

 os RROMÁ,

que existe uma música, 

UM HINO, 






uma BANDEIRA, uma HISTÓRIA. 







Coisas simples que permeiam o dia a dia das atividades infantis de qualquer escola. O resultado? 


SUCESSO,
APRENDER A CIDADANIA,
SE DAR CONTA DOS DIREITOS E DOS DEVERES,
CONHECER O OUTRO,
TER O DIREITO DE CRESCER SEM A DOENÇA DO PRECONCEITO,
O DIREITO AO CONHECIMENTO,
O DIREITO DE MUDAR O MUNDO. 


Para comemorar ... 
Pernil com mandioca ... 
melhor que isso, só dois disso.


1 corte de pernil com osso ou 1 roda de pernil,
Ervas frescas, 1 colher (sobremesa) de sal, 3 dentes de alho amassados e 1 cebola picadinha.
Suco de 1 limão Taiti.
Tempere e acrescente 1 colher (sopa) de azeite, 1 de água e 1 de mel. Deixe pegando o gosto por 2 horas ou de um dia para o outro.

Coloque a mandioca na panela de pressão, sem sal e com bastante água. Se for boa, em 20 minutos depois do apito inicial ela está pronta. Se não??? Sempre fica a frustração, então preste mais atenção na hora de comprar.


Coloque o pernil na panela e jogue a água que formou dele por cima, deixe dourar dos dois lados, sempre com a panela tampada, quando começar a secar, coloque 1 copo de água e deixe cozinhar de novo. Quando a água secar novamente, doure outra vez dos dois lados e torne a colocar água – ½ copo dessa vez.


Corte nas juntas e doure as partes, sempre colocando um pinguinho de água, até ele ficar com essa cor de assado, meio dourado. O gosto fica ótimo.
 ( a farofa de couve, feita na borra da carne)


 E ter um pouco mais esperança,
afinal de contas,
crianças são isso mesmo:
Esperanças de um mundo melhor, para todos.

Cozinha dos Vurdóns
Por um mundo que respeite as diferenças.
Um obrigada especial a Flor de liz, por abrir mais uma flôr.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

SÉRGIO AIRES - A POBREZA É A NEGAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS.

SÉRGIO AIRES - nasceu em 1969, Porto/Portugal.

Sociólogo (especialista na área da pobreza e exclusão social), é fotógrafo amador. Amador no sentido de amar a dor da Observação.




Duas entrevistas nos chamaram a atenção:
http://pt.euronews.com/2012/09/06/sergio-aires-a-pobreza-e-uma-negacao-dos-direitos-humanos/#.UEjou8FZfVU.facebook

http://pt.euronews.com/2012/09/06/sergio-aires-e-o-mundo-da-pobreza-europeia

São curtas, mas foi impossível deixar de lembrar das nossas bravas e queridas amigas, por um motivo muito simples: GOSTO DE PASSAR A UTOPIA A PRÁTICA - diz Sérgio Aires.

As coisas até podem ser assim, mas não irão continuar assim ... amamos e vamos seguindo os nossos amigos, utópicos porque não, afinal de contas somos feitas do tecido dos nossos sonhos.

Cozinha dos Vurdóns



sábado, 8 de setembro de 2012

ZIGEUNERIN

Tanzende - zigeunerin
Adrien Moreau - french Academic Classical Artist born 1843 dred 1906.

CAMARÃO ENSOPADO

(da Chris)
1 kg de camarão rosa grande/limpo e descascado,
1 cebola grande ralada,
azeite,
sal,
3 dentes de alho amassados,
coentro, salsa e cebolinha picados e frescos,
2 tomates picados em quadrados pequenos.
1 vidro pequeno de leite de coco.


Coloque todos os temperos e refogue bem, acrescente aí uma pimenta de cheiro, porque ninguém é de ferro.
coloque os camarões e mexa delicadamente, misture tudo e tampe a panela por 3 minutos, ele deve cozinhar na própria água.
Acrescente algumas gotinhas de limão (truque), coloque em seguida 2 xícaras de chá de água quente e deixe cozinhar em fogo médio, até a água reduzir pela metade. Ponha o leite de coco - se quiser e deixe ferver.
Com um arroz branco é de deixar saudades.

A obra acima retrata uma feira comum e uma apresentação de dança e música romani. Era quando a caravana chegava, para vender seus tachos, seus artesanatos e mostrar sua alegria e sua dança. O prato ao lado recebia o "love" - dinheiro e assim um dos ofícios mais antigos do mundo, o comércio, sempre praticado pelos romani no mundo todo.
Hoje já não se vê mais as danças e os músicos na rua, a não ser na Turquia (com mais frequência). Hoje crianças romani escondem seu pertencimento a etnia, para poderem estudar, pagam proteção para não apanharem na escola, são chamadas de ladras e outros nomes. 
Como antes, a admiração dá lugar a desconfiança e a onda de preconceito se expande, tanto no brasil, quanto na Europa. Hoje como antes, o que é diferente se torna inaceitável e passível de repreensão e condenação.
Hoje dançamos, amanhã também.

“Tenho minha casa no vento e, como o mar, tenho no vento a minha glória” ditado rrom.

Cozinha dos Vurdóns

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

SOU CIGANO - Bruno Gonçalves