quarta-feira, 12 de setembro de 2012

EDUCAR DESDE PEQUENO PARA VENCER O PRECONCEITO



EDUCAR DESDE PEQUENO PARA VENCER O PRECONCEITO

O exemplo vem de Pontevedra - Espanha, a admiração fica por conta do resto do mundo.
ou clic nas fotos para ir ao sítio

 
Quando os educadores SE JUNTAM, as crianças tem uma oportunidade única: podem aprender a viver sem preconceito. O governo faz as leis, NÒS é que devemos fazer com que sejam cumpridas, esse é nosso direito e nossa obrigação enquanto cidadãos e cidadãs.

                                                                       
Esse é um exemplo que nos encheu os olhos de lágrimas, vem da Espanha, de uma escola de pequeninos. Usando da criatividade, DA BOA VONTADE e de algum conhecimento, é claro, sobre o assunto, uma escola resolve ensinar os pequenos que existe um povo: 

 os RROMÁ,

que existe uma música, 

UM HINO, 






uma BANDEIRA, uma HISTÓRIA. 







Coisas simples que permeiam o dia a dia das atividades infantis de qualquer escola. O resultado? 


SUCESSO,
APRENDER A CIDADANIA,
SE DAR CONTA DOS DIREITOS E DOS DEVERES,
CONHECER O OUTRO,
TER O DIREITO DE CRESCER SEM A DOENÇA DO PRECONCEITO,
O DIREITO AO CONHECIMENTO,
O DIREITO DE MUDAR O MUNDO. 


Para comemorar ... 
Pernil com mandioca ... 
melhor que isso, só dois disso.


1 corte de pernil com osso ou 1 roda de pernil,
Ervas frescas, 1 colher (sobremesa) de sal, 3 dentes de alho amassados e 1 cebola picadinha.
Suco de 1 limão Taiti.
Tempere e acrescente 1 colher (sopa) de azeite, 1 de água e 1 de mel. Deixe pegando o gosto por 2 horas ou de um dia para o outro.

Coloque a mandioca na panela de pressão, sem sal e com bastante água. Se for boa, em 20 minutos depois do apito inicial ela está pronta. Se não??? Sempre fica a frustração, então preste mais atenção na hora de comprar.


Coloque o pernil na panela e jogue a água que formou dele por cima, deixe dourar dos dois lados, sempre com a panela tampada, quando começar a secar, coloque 1 copo de água e deixe cozinhar de novo. Quando a água secar novamente, doure outra vez dos dois lados e torne a colocar água – ½ copo dessa vez.


Corte nas juntas e doure as partes, sempre colocando um pinguinho de água, até ele ficar com essa cor de assado, meio dourado. O gosto fica ótimo.
 ( a farofa de couve, feita na borra da carne)


 E ter um pouco mais esperança,
afinal de contas,
crianças são isso mesmo:
Esperanças de um mundo melhor, para todos.

Cozinha dos Vurdóns
Por um mundo que respeite as diferenças.
Um obrigada especial a Flor de liz, por abrir mais uma flôr.


16 comentários:

  1. Oi gente

    sonho com estas cenas das imagens acontecendo aqui no Brasil e no mundo, algo tão simples, prazeroso, que não custa absolutamente nada e proporciona tanto bem, não só ao povo cigano, mas aos não ciganos que crescerão mais livres, sem o preconceito que tem sua raiz no desconhecimento e o desconhecimento gera o medo, tememos aquilo que não conhecemos e propiciar que as crianças tenham chance de conhecer é faze-las crescer eliminando medos, é um ganho para todos. Porque o ensino ainda não descobriu isto que esta escola na Espanha já descobriu e pôs em prática?

    Fiz um post no dia 17 de agosto no Canto Cigano, com o depoimento de uma querida amiga que me contou um dos grandes aprendizados que teve com seu pai, cujo veículo deste aprendizado de vida foram os ciganos, o lindo relato dela me fez pensar nisto, pais (ou escolas) que contribuem para o conhecimento e a eliminação do preconceito não estão fazendo um bem somente às vítimas de preconceito, antes de tudo estão ensinando seu filho ou aluno a ser livre, a ter seus próprios conceitos sobres as pessoas e as coisas que o cercam e não a repetir conceitos preestabelecidos de geração para geração, como um prisioneiro de ideias que não são as suas.
    Pais livres educam seus filhos para a liberdade, foi o título que dei àquela postagem, acho também que escolas livres educam seus alunos para a liberdade.

    Chegará o dia em que os Rom estarão em todas as escolas, suas histórias, costumes e cultura lado a lado com a história de todos os povos que constituíram nossa nação e já estão lá, nos livros e planos de aula escolares, falta os Romá...Chegará o dia, não nos esqueçamos disto, cobremos, mostremos estas imagens, simples, lindas, justas e fraternas!

    Beijos

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    1. Van, acreditamos que o nosso papel é dar subsídios do tipo, lá na página, tem uma bandeira para ser colorida, não falta material, não falta informação, isso é coisa do passado, hoje o que mais se precisa é de boa vontade, só isso, o resto acontece.

      As crianças não podem ser atingidas livremente pelo preconceito dos pais, as escolas fazem esse segundo papel, dão base pra discursão.
      Não estaremos mais aqui para vermos esse dia, mas veremos muitas coisas boas andando, porque a humanidade demora pra aprender e se esquece rápido.

      Hoje o esteriótipo no Brasil é gigante, aqui se disfarçar de cigano faz sucesso. Mas vamos lá. Com calma e cuidado, avançando.

      Realmente a educação nos enche os olhos e a alma de esperança.

      bjs de todas nós.

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  2. É muito importante como base para o futuro. Bjs!

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    1. Margarida, sabe se na escola dos seus filhos fazem trabalhos assim, pergunte! Sei que se importa, sei que acredita num mundo melhor, sabemos que deseja isso como base, e é isso mesmo.

      um beijo enorme e é sempre bom te ver aqui.

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  3. Muito bem! Pequenas coisas que mudam o mundo. Importante é ensiná-las: vencer o preconceito. SEMPRE. E acreditar, acreditar, acreditar nos outros... e na nossa Utopia!Gostava que lessem este post, que fala disso tamb]em...
    UM beijo grande

    http://falcaodejade.blogspot.pt/2012/09/o-escritor-frances-jean-le-bitoux-e-os.html

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    1. Já passei por lá amiga, acreditar e educar. É imperia a ação.

      Os professores não podem se calar, os pais devem se juntar e lutar para que seus filhos tenham o direito de viver sem preconceito.

      Pequenas coisas que mudam o mundo, vitórias.

      bjs e saudades. Bom te ver aqui de novo.

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  4. Pontevedra é uma cidade muito bonita. Não sabia que era uma cidade com preocupações multiculturais. Ainda fico a gostar mais daquela cidade. tenho que lá voltar.
    Beijinho especial e grata por tão boas notícias.:)

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    1. Não conheço Pontevedra, mas me deu uma vontade danada de conhecer.
      Gostamos da iniciativa e realmente funciona, sabemos disso.

      bjs muitos

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  5. É esse o Quid da questão: educar bem, mas não esquecer nunca que a educação começa em casa, que os pais têm uma grandíssima responsabilidade também. Os ciganos espanhóis não têm complexos, sentem-se respeitados como raça, e estão à altura que deve estar toda pessoa, rica ou pobre.
    Há pouco tempo um tarado abusou e matou uma criança cigana, Mari Luz Cortés, e o povo de Huelva reagiu como uma piña em contra do criminoso e apoiando à família, tanto assim que o pai, homem que soube estar à altura e defender a filhinha muito bem, é agora assessor de justiça do PP em Sevilha.

    O pernil faz água na boca, e a farofa de couve também.
    Beijinhos

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    1. E lutam, e ainda são em números menores e fazem campanha e graças, já estão melhores que a maioria dos romá pelo mundo. Conquistaram porque foram atrás e isso é muito importante.

      Sim, esse é apenas um braço da luta e por hora é o que podemos fazer. Pedir aos professores que façam alguma coisa a respeito, em suas salas de aula, até que o governo faça com que as aulas/o tema seja inserido definitivamente nos currículos escolares.

      Fez água na boca em mim também Maria, só de lembrar.

      bjs muitos

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  6. Eu penso que é precisamente na escola e a começar com os mais pequenos que se começa a entender ou fazer entender que somos todos iguais. Porque se as crianças começarem de novas a compreender isso, não vão pensar de outra maneira.
    Beijinhos para todas

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    1. Pois é Isabel, dá pra fazer isso em sala de aula aí em Castelo Branco?
      Como funciona, colocar as crianças a pintar a bandeira, violinos, carroções.

      bjs muitos amiga, de todas nós

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    2. Tenho um aluno cigano, e a única coisa de que já falámos foi da música e da religião de forma informal. Por acaso a bandeira nunca pintamos, porque ele nunca se referiu a ela. Este ano hei-de falar sobre isso. Tinhamos alunos brasileiros e um paquistanês e pintamos as bandeiras deles que tinhamos na parede, bem como outras informações sobre os países. Nem tanto para as saberem, mas para reconhecerem a diversidade.
      Não sei se isso é bom ou mau, mas eu nem costumo ter presente que ele é cigano. É apenas um aluno da turma.
      Beijinhos para todas

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    3. são gestos assim que firmam nessa criança a igualdade, o sentido de valorização. Que o fazem crescer sabendo que respeitam algo que é só dele. Isso faz toda a diferença.

      Que Sara a guarde na palma da sua mão.

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  7. Aqui e de pé, aplaudo, as crianças, as professoras, a criatividade e como bem dizem: A BOA VONTADE.

    A comida chego a sentir o cheiro dessa carne na panela de ferro e com mandioca? a mim me basta.

    Levo o vinho se me convidarem!!!

    um beijo para todas

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    1. A boa vontade zerafim, isso muda o mundo querida rromi.

      convidada!

      bjs nossos

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Sejam todos bem vindos.

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