terça-feira, 27 de setembro de 2011

POR SARA




“È preciso andar e temos andado. Reorganizando nossas vidas a cada manhã, não por nós, por ela - Sara - É preciso ter em mente que a  água nos benze, a lua nos abençoa, o fogo nos consagra, o ar nos liberta e a terra nos transforma. Só assim teremos os pés no chão, os olhos no horizonte e a mente nas estrelas.”
Descendentes Calon e Kalderash

Sastipê – Saudações a todos vocês. Amigos, companheiros, conhecidos, alunos, alunas, família e crianças.
Somos uma gota no oceano, sabemos disso, lutamos pela utopia, contra o preconceito e a discriminação. Buscamos a clareza das informações baseadas na luz do conhecimento sério, acadêmico, a história viva e o respeito aos que já se foram, suas estradas e suas bandeiras. Hoje lutamos contra dois tipos de preconceito e reunimos vocês aqui para nos ajudarem a multiplicar essa idéia.

Todo preconceito se instala quando falta conhecimento. A CEF 104 norte/Brasília, dedicou um dia ao estudo sobre os povos ciganos no Brasil, nesse dia, os professores e professoras questionaram, perguntaram, ouviram, pesquisaram e entenderam muitas coisas. Reunidos no dia 8 de abril – Romá Day – as crianças, tiveram aula de todas as matérias curriculares, apenas sobre os povos ciganos e sua realidade. É preciso coragem para admitir seus próprios preconceitos e mais coragem ainda para mudá-los. Foi isso que aconteceu. Essas crianças, 600 alunos e alunas, os professores e professoras, a direção e demais envolvidos quebraram uma barreira nunca vista em nenhuma escola. (veja os vídeos dos depoimento dos professores em - aulas temáticas sobre os povos ciganos).

Vale ressaltar que o Projeto em questão não teve em nenhum momento dinheiro público e seus resultados serão encaminhados as Associações no Brasil e no Exterior que cuidam  em dar melhorias aos povos ciganos, suas famílias e possibilidades.

A ponte de mão dupla havia sido construída e esperamos que permaneça de pé para sempre.
Festas ciganas e danças ciganas recheadas de estereótipos ocupam espaços cada vez maiores e isso é um grande erro. Encontros recheados de magias e práticas místicas sem respeito e sem conhecimento de causa. Muitos se fantasiam de ciganas e ciganas para praticarem pequenos furtos, para a prática da mendicância ou para morarem nas ruas. Poucos sequer imaginam a realidade dessa etnia e o grande atraso que isso implica no cotidiano. Ressaltamos que os estereótipos irresponsáveis ajudam a criar cursos, institutos e associações que visam apenas o lucro com a evidência e relevância do tema em questão.
Vamos contar hoje aqui um pouco dessa história e dessa realidade e queremos que todos saibam que os estereótipos ligados aos povos ciganos não mais ocupam a realidade. Hoje temos doutores, psicólogas, advogadas, sociólogos, professores, administradores, temos informação e conhecimento sério.

O Holocausto – para nós “Porrajmos”, a grande devoração não foi brincadeira, nem as perseguições que se seguiram após a segunda grande guerra mundial e ainda não pararam. Levou-nos muito mais de ½ milhão de mulheres, homens e crianças. Dividiu famílias, exterminaram outras tantas, destruiu em muitos o sentimento de liberdade. Na França e Itália os abusos e a falta de políticas públicas ainda acontecem. Na Romênia e na Hungria muito ainda falta; muito se tem procurado fazer.

O governo do Brasil busca hoje um entendimento sério e real sobre a diversidade cultural do nosso país e é nesse entendimento que afirmamos:


1. Todo cigano nascido no Brasil é antes de tudo cidadão brasileiro de etnia cigana e por tanto tem direito a educação, saúde, carteira de identidade e ingresso aos programas sociais de assistência.
2. É livre para escolher sua religião e livre para ir e vir.
3. Todos os ciganos que sobre o solo brasileiro nasceram, precisam ter sua cultura e sua liberdade respeitadas. “Outras minorias” não traduzem a realidade e nem a necessidade do povo cigano.
4. Devemos agradecer ao IBGE pela inovação e o pioneirismo. Pela primeira vez entramos no senso – falta muito, mas ouve um começo e essa é a hora de contribuir e não criticar. 


Precisamos criar uma ponte que sirva de informação na luta contra o preconceito. Essa etnia sofre todos os tipos de problemas e enfrenta uma árdua luta interna para manter e preservar a identidade do seu povo. É claro que existem problemas, somos humanos, passíveis de erro, mas nada que justifique atos de extermínio, contra a vida, a cultura e a possibilidade de futuro de qualquer ser humano. Eis uma etnia forte que precisa obter a sua real colocação, com direitos e deveres, ocupando seu real valor. Que cada dia mais ciganos compreendam que para mudar o mundo e a visão da opressão se precisa derrubar barreiras e construir pontes dos dois lados. Conhecimento não se detém; se expande.
Obrigada é muito pouco, que Ikana Sara tenha a todos vocês dentro do seu Ilô, dentro do seu coração. 

FALA DA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL MAYLÊ SARA KALÍ – AMSK/Brasil
PROFERIDA PELA PRESIDENTE NA NOITE DE 24/09/2011 EM COMEMORAÇÃO A NOITE CIGANA 2011 – 8º EDIÇÃO.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

CHAMPANHE

Existem algumas bebidas que nos agradam muito, hoje vamos postar uma delas, que será servida no jantar de sábado... CHAMPANHE COM FRUTAS ou GUARANÁ DE MENINA MOÇA.

Champanhe com frutas

1 litro de champanhe,
1 litro de guaraná,
1/2 maça picada,
14 uvas,
1 pêssego fruta - picada,
1 laranja em gomos,
1 cravo da índia

Misture tudo e acrescente gelo.

Especial da Maylê


1 litro de champanhe,
1 litro de vinho rosé,
1 litro de guaraná,
Morangos para enfeitar,
1/2 copo de cerejas,
1/2 copo de framboesas,
2 pauzinhos de canela e 4 cravos da índia,
4 folhinhas de hortelã.

Misture tudo e coloque gelo, não demore muito pra servir.


A vocês, deixamos as rosas azuis, simbolo dos amores que não esqueceremos jamais.

Do mais, bjs a todas/os e obrigada por tudo, por todo o carinho que temos recebido nesse nosso espaço dedicado a uma etnia e a um povo que aos poucos sai da obscuridade e do desconhecimento.

Obrigada por contribuirem com o mais difícil, aceitaram a missão de ouvir, ler e sentir, e com isso modificar todo um conceito em suas vidas e em suas ações.

Obrigada por não permitirem que a solidão nos acompanhasse, 
obrigada por dividirem muitas vezes as suas angústias e compartilharem as suas felicidades.

Por aqui vamos lutando, dançando e cozinhando.
Cada um que consegue perceber o absurdo da discriminação, da fome, do racismo, cada qual que consegue se erguer pela manhã e tenta compreender que o seu próprio sofrimento não é a raiz do mundo, consegue olhar para os outros e foi esse olhar que nos uniu a todas/os vocês.


"O amor não tem distância e nem fronteiras"
dito rom.

Cozinha dos Vurdóns
set/2011


MEU NOME



Me chamo Sara,
Sebastiana, Jacobina e Sofia.
Lúcia, Teresa e Zuleika.


Sou Antônia, Rosa e Ana,
Trago em bronze guardado o nome da virgem Maria.
Carolina, Catarina e Elizabeth.


Já tive terra, chaves e comida,
já chorei e sorri,
mas nunca me dei conta dessa tal felicidade.


Já tive baú de ouro,
já passei fome e já provei do mais puro mel.


Já tive revolta, já amei, já chorei de desespero e me senti o pior dos seres humanos.


Já assoviei como um passarinho e já tomei banho em poça d'agua,
cresci chamando de amor a lua que despencava todas as noites e de pai o ar de suspiro;
Porque?

Estrelas, essas são a  minha família, é grande.


Já atravessei tempestade e seca,
ví o mar avançar barranco e rio criar raiz na terra.

Já esfolei meus joelhos, já cortei minhas mãos numa roseira e num machado, 
Já tive sandálias de corda e colares de ouro,
comia fruta no pé e juntava barro pra aliviar a dor.


Já fui parteira, cozinheira, santa, dançarina e mal falada,
falam de todos, porque não falariam de mim?

Hoje cantam meu nome, rezam meu canto, choram meu pranto e entendem que eu vivi,
andei por prais e pedras, estradas e barrancos.
Nunca abaixei meus olhos, não abaixem os seus.



Da magia prefiro a verdade, da maldade o descarte.
da beleza sou os olhos e do sorriso sou a fé.


Cobriram meus passos com folha, rasgaram minha história e meu nome, tiraram de mim meu legado, arrastaram meus joelhos no chão e rasgaram minhas vestes.


Já fui rainha e filha de ninguem...Nada disso adiantou...sobrevivi,
Me chamo Sara, a mulher de pele amendoada, de olhos castanhos e cabelo comprido. O que fui é história, e o que hoje sou é realidade.




"Os povos da terra e os povos do mar,
unidos pelo amor, pela fé e pela caridade".

Cozinha dos Vurdóns

terça-feira, 20 de setembro de 2011

POEMA CIGANO

ORGULHO
(poema rom - Cezarina Devos)

Em nossas conversas um poema ... e a admiração em ver brotar mulheres plenas, romis lindas e cheias de poesia.
SASTIPÊ CEZARINA...


Dança cigana do Egito/sem autor


Como me sinto orgulhosa!
Vibra minha alma como um violino...
Meus olhos se embebem de cores,
nos mil volteios das vestes coloridas.
Meus ouvidos captam os sons da música vibrante...
Meu corpo se extasia no encanto de existir!
Ah! Como me orgulho!
Como me orgulho de meu sangue.
De ser mulher! De ser Kalin!
As lembranças de meus antepassados,
suas vivências,seu passado dividido 
entre a dor e o riso,entre o amor e o ódio,
entre a vida e a morte!
Ressoa, ainda, em mim os sons das caravanas...
Escuto, ainda, as vozes,
Gargalhadas,palmas, e canções.
Voltam sempre,transpondo  
os portais do Tempo.

Eles voltam:ouro reluzindo,cabelos longos e negros,
belos olhos escuros.
Danças, pandeiros,violinos...
As noites escuras,estreladas.
Brilhos de Lua nos olhares profundos...
Sorte,destino,magia,encantamento,
jorrando na ponta dos dedos
enfeitados de anéis...
Se todos  os gadjês conhecessem melhor                                                    nossa história,nossos dons,nossa alegria,
nossos caminhos,nossa música e a nossa alma livre,                                    certamente desejariam ter nascido ciganos!

PAN GITANO - UM REGALO


KANTUTA - LLUVIA DE SABORES Y AROMA DE CAFÉ DE CHARITO

Pão cigano (pan gitano)
por chary S. de Losada (Anápolis)

"com carinho agradecemos, esse cuidado e esse carinho...mais uma receita de estrada."
Eu ganhei estas receitas de uns amigos ciganos que conheci, e estavam acampados perto de meu trabalho, não tenho certeza mas acredito que eram vurdons, a mais de 20 ano aqui em Anápolis, pois sempre admirei a cultura, a alegria e o povo cigano, da forma como vivi sem fronteiras. como alguém un dia dize (venho de terras distrantes, de lá onde nasce o sol não tenho nação nem patria pois a terra é toda mia) pois sempre acreidtei no que esta colocado entre parenteses, porque Deus não fez as fronteiras e foi o ser humano quem as criou, levantanto guerras e preconceitos, o eu sou totalmente contra qualquer tipo de preconceito.



Pão cigano (pan gitano)
por chary S. de Losada (Anápolis)

10 personas

tarta


Culinaria Gitana


INGREDIENTES

Massa de pão simples (que seja suficiente para 2 pães)
queijo cortado en fatias
1 lata de marmelada cortada em fatias
1lata de leite condensado
uva passa a gosto

1 pacotinho de coco ralado
uma duzia de ovos bstidos ligeiramente

ELABORACIÓN

1 preparación (pão cigano de sal)
Para fazer um pão de sal Abre-se a massa do pão simples como si fosse uma torta, recheia-se com o ovo batido, coloca-se o queijo fatiado e se cobre a massa, com outro pedaço de massa e se deixa descansar ate dobrar o tamanho aproximadamente e se assa em forno quente

2 preparación (pão cigano de doce)
Para fazer a rosca doce (pão doce) abre-se a massa do pão simples como se fosse uma torta, acrescenta-se o ovo misturado com o leite condensado, a marmelada cortada em fatias, a uva passa e o coco ralado, cobre a massa, com outro pedaço de massa e se deixa descansar ate dobrar o tamanho aproximadamente e se assa em forno quente.

"saber ver as diferenças é uma dádiva" 
Cozinha dos Vurdóns

sábado, 17 de setembro de 2011

LATCHO DROM

“Felizes são aqueles que levam consigo uma parte das dores do mundo. Durante a longa caminhada, eles saberão mais coisas sobre a felicidade do que aqueles que a evitam.”

Frase atribuída a Jesus Cristo/Apócrifo.


Nesta existência terrena temos dois momentos dos quais independem de nós...
O primeiro é quando chegamos, e todos que aqui estão chegaram. É a mesma estrada para todos e a chamamos de nascimento. Da mesma forma que bela se apresenta, breve é seu período, se compararmos com a idade dos oceanos, da terra, da lua, dos planetas e das estrelas.
Num segundo momento a partida, a qual todos nós igualmente estamos sujeitos, e costumamos chamá-la de viajem. Uma viajem para a eternidade.
MARCHA DAS Kalderash - INGLATERRA 1908

“Estais preparados,
pois não sabeis quando nem como sereis chamados a partir.
Não penses estar pronto.
Não te iludas, pois
infindável é a preparação.”Trigueirinho”

O dia da partida e o da chegada; são momentos solitários, pertencentes a cada de nós, únicos a cada segundo, impossíveis de serem redesenhados. E um dia, não tão distante, chegará a minha e a sua vez de viajar de volta ao começo.

O mundo continuará o seu ritmo alucinado, a vida vai continuar, as urgências que costumam tomar horas da nossa vida, não terão lugar e nem sentido. O mundo continuará girando e com ele as notícias, as bolsas de valores, a busca pelo emprego, a troca de carro novo e todas as ações diárias que julgamos de suma importância permanecerão.

Só eu e você teremos mudado de foco, estamos partindo, estamos cada um há seu tempo, caminhando para a eternidade e lá nada disso tem valor. Nada e nem ninguém poderá nos acompanhar. Tudo terá ficado pra trás. E é nesse exato instante que saberemos do real valor de todas as coisas. Essa é a hora da colheita. Chamamos de morte.

Um presente nos é dado quando desembarcamos por aqui, temos a possibilidade de construir e plantar, concretizar e reorganizar padrões. Fazemos isso através de atos e ações e essa é a moeda corrente que paga o barqueiro na hora da despedida.

Colheremos aquilo que plantamos, ações tem conseqüências.

O pacote da chegada trás consigo um corpo e uma alma. O corpo define limites, é palpável, a alma não, essa é possuidora de plena liberdade, mas transita dentro do corpo, esperando a hora de novamente alçar vôo.

A alma deverá estar suficientemente forte e bem nutrida para a partida, deverá ter forças para alçar vôo depois de ter ficado confinada ao corpo que por sua vez não consegue mais prosseguir.
 
 “É chegada a hora da tua partida, de deixar para trás este corpo mortal, e seguir livre a tua jornada.” 

 “Cuidar do espírito significa cuidar dos valores que dão rumo à nossa caminhada e alimentar significados que enchem de sentido a nossa vida, são apenas estes que levaremos conosco até o fim de nossa existência.”


“Significa, especialmente, cuidar da espiritualidade,
que é a capacidade de sentir Deus a partir do coração
e de vê-Lo nascer a cada momento no outro que está à minha frente.”
Leonardo Boff

É o ser e o ter, os direitos e os deveres. Muito se tem falado sobre os “Direitos Humanos” o ter. Entretanto é chegada a hora de pensarmos no ser, nos “Deveres Humanos”.

O dever de ser solidário, de compartilhar, os dons com os quais fomos agraciados pela Vida...
O dever de respeitar as diferenças, compreender com quantas cores Deus pintou o mundo e acolher aquele não é nossa imagem e semelhança ou o que fizemos dela.
O dever humano de amparar o órfão, o idoso, o enfermo, o desamparado...
O dever humano de evitar a propagação da pobreza, da miséria, da fome e da intolerância.
O nosso dever, o meu e o seu de ajudar e socorrer o excluído e as minorias.

 “Se podes olhar, vê.
Se podes ver, repara.”
Livro dos Conselhos

Ao corpo, a matéria é limitada pelas leis do tempo, dos anos e pelo finito.

A alma não, essa pertence a um mundo sem fronteiras, sem limitações, sem gaiolas e sem prisões.  “Num mundo onde as aparências se desmancham, e as essências são reveladas...”

Para o corpo recolhe-se ao pó, cumprindo seu papel de abrigo temporário e necessário do espírito. O espírito segue sua jornada pelos mundos invisíveis, eternos, celestiais.

“O único objetivo da vida no mundo material
é a entrada no mundo da Realidade...”
Dos Escritos da Fé Bahá’í
 
E é assim que compreendemos o nosso trabalho na terra, não sabemos tudo, mas sabemos muito, não podemos tudo, mas estamos dispostas a mudar o rumo dos ventos. Somos o produto das nossas ações. Não é não errar nunca, não é acertar sempre, é simplesmente  continuar andando. É acreditar que apenas uma criança que seja, terá a possibilidade de dizer que alguém, em algum lugar, abriu as cercas de arame. Se ela conseguiu? Essa viajem é dela, a nossa é abrir caminho.


Muito obrigada a todos que ajudaram na realização do PROJETOKALINKA - CIGANOS NA MINHA ESCOLA: UMA HISTÓRIA INVISÍVEL e que com isso contribuíram para que a ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL MAYLÊ SARA KALÍ seja hoje uma realidade.
Texto/AMSK
Brasil, 17 de Setembro de 2011.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

UM ANJO AZUL PAIROU SOBRE A COZINHA


BLUEANGEL ...a paixão pela Índia
MULHERES 3 - BLUEANGEL
Quando nascemos trazemos conosco uma identificação genética e uma identidade emocional.
Não podemos escolher aonde nascemos, mas dentro de nós, podemos nascer todos os dias...
Dedicamos este post a essa mulher e mãe, meio anjo, meio dançarina, que com fitas azul e cor de rosa, baila entre o sagrado e o provano, entre a vida e o sublime, entre os anjos e os mortais.

ei-lo


Peno men ducas guiyalbando  sos guiyalbar sina orobai, peno retejos querelando  sos querelar sina guirrar.

" Eu digo as penas cantando, porque cantar é chorar; digo meu gozo bailando porque meu riso é bailar."

Palak Paneer.
(esse foi o desafio da blueangel )

A receita é:



250g de espinafres


1 cebola roxa em cubos


1 xic de tomates cortado em pedaços pequenos


1 colher de sopa de ghee (manteiga clarificada) – (usamos a normal)


1/2 colher de chá de gengibre ralado


1/2 colher de chá de açafrão da terra


1/2 colher de chá de cominho em grão – (nós usamos a metade)


1/2 colher de chá de páprica picante


2 pimentas dedo-de-moça – usei pimenta de cheiro


250g de panner ou queijo ricota cortado em cubos (usamos ricota – 

temperada previamente com azeite e sal rosa)


4 colheres de sopa de creme de leite fresco

Sal a gosto.




Lave o espinafre, coloque em 

uma panela com pouca água e 

sal e  deixe cozinhar por cerca

de 8 minutos. Remova do fogo

e deixe esfriar.


 Esquente o ghee, adicione na seguinte ordem: o gengibre, a


pimenta e a cebola, refogue até a cebola dourar.


Coloque o cominho, a páprica picante, o açafrão da terra, o sal e 

misture bem adicionando o tomate. Deixe cozinhar por 5 minutos.


Retire do fogo e coloque o molho e o espinafre no liquidificador. 

Bata tudo até formar uma pasta.





Coloque no fogo novamente por 2 minutos e adicione o creme de 

leite fresco e o panner (ou a ricota). Desligue o fogo e sirva em 

seguida.


O ideal é servir com arroz branco ou chapati – (por aqui o chapati

ganhou).


Uma tribo na Índia - de ciganos
 Leve como os anjos e forte como só uma mulher sabe ser, te 

oferecemos um Mimbu pani.



MIMBU PANI
(Índia)
4  limões grandes e com bastante sumo.
8 copos de água.
1 / 2 xícara cal baixo de açúcar.
1 / 2 colher de sal.



Comece por espremer os limões, retire o suco e coe. Coloque em uma jarra grande. Em seguida acrescente a água, a meia xícara baixa de açúcar e o sal. Misture bem ou bata rapidamente no liquidificador – é o que fazemos – acrescente gelo e sirva.
O equilíbrio dos temperos e suas naturezas é que fazem a grande diferença da culinária indiana.
É a diversidade que faz a diferença dos povos, que dá o seu colorido. 

Que Ikana Sara a guarde ne palma de sua mão, e que a magia da dança esteja em você em todos os minutos da sua vida.
Desvalessa
Cozinha dos Vurdóns

terça-feira, 13 de setembro de 2011

ROSAS PARA UMA MARGARIDA


Rosas – cesta(A Basket of Flowers with Sea Shells (Uma cesta de flroes com conchas do mar) 
38 x 47.7 cm óleo / tela.

Arte e poesia sempre combinam; arte e literatura idem, arte e vida. Como lidar com uma se não a levarmos pra casa. A Margarida nos lembra isso – do retrato de criança os pudins e os bolinhos, as rosas nos lembram a mulher e sua sensibilidade, que existem por detrás do blog. Obrigada pelas  aulas de bom gosto e conhecimento que sempre nos brinda. Margarida, este post é pra você e as flores também.

Essas são receitas que fomos adaptando no nosso dia a dia, algumas trazidas por amigos, outras por família e outras tantas guardadas e encontradas com outros nomes por aí, o certo é que são boas e já fazem parte da vida de muitas pessoas de diferentes etnias por esse mundo a fora. Sempre com um gostinho da cozinha rhomá.

Bolinhos em calda de rosas – Ìndia.
(Para atrair felicidade, harmonia e prosperidade) 
 
 
02 xícaras de açúcar refinado, 01 xícara de farinha de trigo peneirada, 03 colheres de chá de fermento em pó, 01 xícara e meia de leite em pó desnatado, 03 colheres de chá de manteiga derretida, 250ml de coalhada bem firme (pode ser ricota), 100gr de uvas passas (na nossa não colocamos), Óleo vegetal para fritar.

Pétalas de rosas coloridas, 05 bagas de cardamomo verde, 01 colher de chá de  água de rosas, 01 pitada de fios de açafrão.

Em uma panela coloque meio  litro de água e o açúcar e mexa bem até que a mistura esteja homogênea. Deixe ferver por cinco minutos, junte as bagas de cardamomo, a água de rosas, os fios de açafrão e conserve tudo quente.

Em uma tigela misture a farinha, o fermente e o leite em pó. Acrescente a manteiga, a coalhada até que a massa fique macia e no ponto para fazer as bolinhas. Passe farinha nas mãos e divida a massa em cerca de 24 bolinhas, com o dedo indicador faça um buraco em cada uma delas e coloque de duas a três passas.
Em uma panela ou frigideira funda frite os bolinhos. Escorra em um papel e logo em seguida junte a calda, Sirva ainda quente com pétalas de rosa na cor de sua preferência. (receitadabia).



Para colocar como caldinho por cima de um pedaço de bolo:

Pegue umas 3 rosas brancas, separe as pétalas, lave-as e coloque em uma panela com 2 copos americanos de água e 4 colheres de sopa de açúcar. Deixe reduzir e está pronto.

Pudim de doce de leite – receita da Maria/digamaria.


Ingredientes:

1 lata de leite condensado cozida na panela de pressão ou na medida da lata o doce de leite de corte(mais durinho).
1 1/2 medidas da lata de leite
1/2 medida da lata de creme de leite ou nata fresca
3 ovos
1 colher de chá de essência de baunilha


Coloque a lata de leite condensado na panela de pressão, cubra com água, tampe e leve ao fogo. Quando iniciar a pressão, abaixe o fogo e conte 35 minutos. Desligue o fogo e aguarde a pressão terminar por completo. Retire a lata da panela e aguarde que esteja fria para só então abrir.
Enquanto isso, prepare a calda colocando em fogo baixo a forma de pudim (de +/- 20 cm de diâmetro) com o açúcar dentro. Depois gire para distribuir a calda por igual e reserve. Aqui usamos a nossa calda de rosas.

No liquidificador, bata o leite condensado cozido, o leite, o creme de leite, os ovos e a essência de baunilha. Despeje na forma reservada, cubra com papel laminado e leve ao forno médio em banho-maria.
Quando estiver firme (aqui demorou cerca de uma hora e meia), retire do forno, deixe esfriar e coloque na geladeira por no mínimo seis horas. Desenforme num prato. 

Cozinha dos Vurdóns

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