sábado, 14 de dezembro de 2013

PESCOÇO DE PERU

PESCOÇO DE PERU - coisas do interior





Esse é um dos pratos mais impressionantes que fazemos, tanto o sujeito rico e bem formado, quanto o mais pobre, se delicia a valer. Sabe o que é: a comida não separa as pessoas pela condição delas.

1 pacote com mais ou menos 1 kg - lave e limpe, coloque numa panela (a nossa é de ferro), 1 cebola picada, 2 dentes de alho amassado, e salsinha e cebolinha picada. Acrescente 1 colher de sopa de óleo e leve tudo para refogar junto. Ele vai soltar água e vai fritar sozinho, então acrescente água aos poucos e vá cozinhando. Deixe secar e continue mexendo. repita a operação umas 4 vezes. Na última acrescente gilo e ameixa seca sem caroço. Coloque um copo de água e deixe chegar no ponto que quiser. Com mais ou menas água. O sal deve vir ao gosto do freguês, nós usamos flor de sal, na quantidade de uma colher de sopa rasa.



A receita é da Dona Gilda - uma cigana do interior de Minas, com seus 72 anos de absoluto vigor. Replicada por nós á 30 anos.

Cozinha dos Vurdóns

14 comentários:


  1. Agradeço a visita. Estou aqui para ser mais uma voz!

    Beijinho

    Laura

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    1. E que sejam muitas. Pegue um banquinho e vamos as receitas de vida.

      bjs das cozinheiras

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  2. Fazem uns 3 ou 4 anos que não como pescoço de peru. Com milho verde refogado me encanta, mas com jiló vou pensar...tá?

    Comida de gente pobre. Comida que me faz lembrar as dificuldades da minha avó. A Dª Gilda é a mãe dos Gonçalos? acho que é. Faleceu a dois anos e me deixou muito triste. Boa lembrança.

    um beijo para todas.

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  3. Amo receitas com gostinho do interior, esta com certeza vou fazê-la, não sei exatamente quando, mais com certeza ela vai ser uma de minhas preferidas

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    1. Pense em pedaços de milho, talos de cebola e jiló. Muiiiiiiiiiiiiiiiito bom.

      bjs nossos

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  4. Nunca pensei que se pudesse aproveitar de uma forma tão apetitosa.
    Obrigada pela partilha.
    Beijinhos para todas. :))))))

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    1. É uma carne muito suculenta, gostosa e cheia de sabor.

      bjs nossos

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  5. Oi gente

    A cozinha cigana é realmente deliciosa! Vocês conseguem uma alquimia de sabores surpreendente, esta mistura é tão inusitada para mim. Ameixa seca + giló + pescoço de peru? Muito diferente e absolutamente bom.

    Beijos

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    1. É uma cozinha que aproveita o que se tem, com gosto. A suan de porco vai assim e é tão mineiro né? Muito bom.

      vai gostar, tenho certeza.

      bjs nossos

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    2. Sabiam que nossas culinárias tem algo em comum?

      A escassez de alimentos!

      Se, cada dia em um lugar, os ciganos tinham de aproveitar tudo que lhes caía às mãos e transformar em bons sabores, os primeiros mineiros também. Minas ficava em território de mata fechada, difícil desbravar, longe do litoral onde chegavam os temperos e alimentos vindos de Portugal, sal aqui era produto raríssimo, trocado por ouro, por isso a nossa polenta (angu) é a única do Brasil que é feita sem sal, os espaços exíguos abertos em clareiras possibilitava o plantio de verduras, por isso nossa comida é repleta delas, e a criação tinha de ser de pequenos animais, por isso nossas carnes principais são o frango e o porco, cozidos com osso para aproveitar tudo, até hoje este costume persiste, o franco é cozido com osso, partes do porco também. Mas, a criação de animais e as plantações surgiram bem mais tarde, o início da colonização mineira foi de pura fome, atraídos pela descoberta do ouro chegou à região de uma só vez 800 mil homens, pense uma população deste porte comparado aos padrões populacionais da época, vivendo em uma mata virgem, distante dos centros onde circulavam as mercadorias. A necessidade de sobrevivência acirrou a criatividade dos famintos.

      Estou convencida de que as necessidades, as dificuldades é que fazem surgir os melhores resultados, haja vista os deliciosos sabores da comida cigana que vocês nos apresentam e o sucesso que a culinária mineira faz, não só no Brasil como no mundo, a culinária mineira é a única do Brasil que está presente em quase todos os festivais gastronômicos no mundo, já foi premiada inúmeras vezes na França, este ano na Espanha.

      Pois não é que dificuldades trazem algum lucro aos que restem a elas?
      Em Minas quem não morreu de fome virou bom cozinheiro!

      Beijos

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    3. Pois é: alguns estudos apontam para os tropeiros - de etnia cigana, fazendo muitas dessas malas diretas. Se por um lado vinham presos e muitas vezes apartados das famílias, procuravam emprego e se misturavam com os outros. Tática de sobrevivencia. O prof. Rodrigo Teixeira em seu livro: A História dos Ciganos no Brasil relata inúmeros casos. O preconceito é tão alto Van, que até a história fez questão de tentar apagar o que pode.

      Vamos descortinando, entre um café ou outros.
      Em Minas existem muitos ciganos sim, sedentários ou de acampamento.

      bjs muitos.

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  6. Amo giló! Parabéns pela harmonização saborosa do amargo com o doce! Um grata descoberta a carne de pescoço de peru, que fiquei com vontade!
    Falar mais pode até estragar, diante de tanta magia e descoberta.
    Muito beijos a todas!

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    1. ´Gostosa, vai ver. Pode substituir com mel e pimentões coloridos, fica show de bola.

      bjs muitos

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Sejam todos bem vindos.

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