segunda-feira, 25 de novembro de 2013

POESIA DA REALIDADE






POEMAS ROMANI


Carinhosamente oferecido por Claudia Ribeiro, Portugal

De Eugénio de Paiva Freixo:


MOTE:

«Cigano de mal andar,

Quem te dá acolhimento?

Procuras Pátria e um lar,

Filho da estrada e do vento...»



GLOSA:

Lá por não ter's praia certa,Lá por seres onda do mar,

Porque te chamam, cigano,

CIGANO DE MAL ANDAR?!



Lá por ser's folha sem ramo,

Perdida ao sabor do vento,

De que tens medo, cigano,

QUEM TE DÁ ACOLHIMENTO?!



Pois se tu bailas e cantas,

(Quanta vez, pra não chorar!)

E, pelas estradas, apenas

PROCURAS PÁTRIA E UM LAR...



-Com que direito é que o mundo

Se ri do teu sofrimento, Cigano, orfão de amor,

FILHO DA ESTRADA E DO VENTO!?

Cozinha dos Vurdóns

4 comentários:

  1. ¡ Oh, ciudad de los gitanos!
    ¡ Quién te vió y no te recuerda?
    Que te busquen en mi frente.
    Juego de luna y arena.

    Federico Garcia Lorca

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    Respostas
    1. Garcia, pensava como um cigano,
      amava como um cigano,
      lutava como um cigano,

      Não era um cigano,
      mas quem poderá dizer?

      bjs muitos

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    2. Quem poderá dizer?
      De onde viemos
      para onde vamos.
      Quem somos?

      Não sei!
      Quem sou eu ou quem são os ciganos.
      Sei que somos humanos
      e amamos.
      Que desejamos
      e sonhamos.
      Que sofremos
      e choramos
      Que nos alegramos
      e dançamos
      Isto é o bastante para sermos iguais.
      De resto só os detalhes,
      que nos fazem únicos e colorem de variados matizes a tela da humanidade.

      Beijos de todas as cores!

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    3. aplausos muitos, de todas as cores.

      bjs nossos

      ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

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Sejam todos bem vindos.

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