domingo, 31 de outubro de 2010

PÃO GORDO - Dª Anna

Esse não é um pão bonitinho, assim daqueles que o povo compra pronto ou elogia não viu? Vê lá.

(Prefira aquelas formas que são de bolo Inglês – dão 2 pães ou 1 tabuleiro médio, untado e enfarinhado).

Dissolva 3 tabletes de fermento biológico em 1 xícara de chá de leite morno. Acrescente uma colher de sopa de açúcar e 1 xícara de chá de farinha de trigo. Misture e deixe descansar por 30’ em fresco.

Enquanto isso refogue 400 g de lingüiça defumada ou fresca – pode ser de frango ou de porco. Milho e outras coisinhas são opcionais. Deixe uma 400 g de queijo meia cura picado em quadradinhos. Ligue o forno em temperatura alta e prepare as formas ou o tabuleiro.

Pegue a base da massa que estava reservada e acrescente 1 colher de café cheia de sal, 1 colher de sopa de manteiga cheia e misture bem. Bata 3 ovos bem batidos e acrescente 1 colher de sopa de salsinha desidratada ou de alecrim seco – opcional. Adicione a massa e misture bem. Agora larga a colher de pau de lado e vá juntando ½ k de farinha de trigo e batendo ou sovando a massa com as mãos. Ela não vai soltar da sua mão como normalmente se vê com a massa de pão mais comum. 

Despeje e acerte a metade dela no tabuleiro ou na forma, coloque o recheio (que não pode ter caldo) e o queijo e cubra com a outra metade. Pincele com  gema e deixe descansar coberto por 20’. Coloque o forno na temperatura média e  ponha pra assar até ficar dourado – cerca de 20’ a 30’.

Pão gordo ou pão de preguiçosa. Sabe por quê? Não precisa saber dá o ponto da massa e de qualquer maneira a coisa fica boa e povo come até acabar.
Maylê Anna  - Cozinha dos Vurdóns.

BOLO CREMOSO DE FUBÁ - da Maylê

Coloque 3 xícaras de açúcar bem medida (pode ser mascavo), 2 colheres de manteiga e 4 ovos inteiros numa vasilha alta  e bata bem. Acrescente 2 colheres de sopa de farinha de trigo e ½ xícara de chá de queijo curado ralado (o queijo é opção de mineiro tá?). Bata bem até adicionar a farinha sem dar bolhas. Aos poucos vá juntando 3 xícaras de leite e 2 xícaras de chá de fubá fino. Ligue o forno em temperatura alta e unte uma forma com óleo e farinha de trigo. Junte a massa 1xícara de leite com 1 colher de sopa de fermento em pó cheia. Misture com delicadeza, não bata mais a massa.  Coloque pra assar por uns 40’. O bolo deve ficar de um dourado caramelo por cima. Deixe esfriar para desenformar, pois ele fica meio mole por dentro. 



Se fizer logo no início da tarde, dá pra tomar um café daqueles mais tarde. Se preferir, bata tudo no liquidificador de uma vez só. Fica bom, mais adicionando devagar, fica melhor. Isso nem é receita que se dê, de tão fácil que é. Maylê Anna.

Cozinha dos Vurdóns

sábado, 30 de outubro de 2010

PÃO DE CASA - da Maylê

PÃO DE CASA - é simples assim, bendito e simples. Dá pra fazer tanta coisa que muita gente me pergunta se é mais de uma receita. É a mesma, só que usando tudo o que a gente gosta. Pode ser puro, recheado, de doce e de sal. Sempre soube desde criança que cortar pão com faca dá azar, bom mesmo é pão rasgado. Uma vez me chamaram a atenção dizendo que não era higiênico, limpo fazer isso. Perguntei: porque? Vocês não se lavam antes de comer? Lavamos até os cotovelos e antes era com sabão branco, na tina, perto da mesa de servir a comida. quando meu pai viajava, levava a dele, esmaltada com flores ou de cobre, parecendo um tacho pequeno e as toalhas que a Maylê Bárbra bordava. Enrolava um ramo de alfazema ou de alecrim, pra dar sorte e pra ele lembrar da estrada de volta pra casa. Comer com sujeira nas mãos é o mesmo que ir visitar Deus sem banhar ou comer mal de intestino. Ela fazia desses pães com linguiça dentro e punha encima da tampa das pelotas ou dos sarmás. Pão é bom assim, rasgado.Anota aí, aprende a fazer o pão de cada dia. Mesmo hoje, com toda a modernidade, comida de dentro de casa, da tenda do forno, cura a alma e alegra o corpo.
1996 - Minas Gerais
Maylê - Cozinha dos Vurdóns.

Coloque 3 xícaras cheias de farinha de trigo, 1 colher de sal e 2 de açucar, 4 colheres de óleo e quebre dois ovos. Sove bem, a massa tem de despregar das mãos. Quebre 1 cubinho de fermento e dissolva em água (de  morna pra fria). Junte a sove de novo, até desgrudar da gamela. Cubra com um guardanapo molhado e deixe quieto uma meia hora. Se não crescer muito, então você amassou errado, amasse de novo, cubra e deixe mais meia hora.

A gamela é sagrada, tem de ter uma de carne e uma de pão, a de fruta tem de ser separada. E antes de começar a cozinhar tem de rezar, pedir paz e agradecer porque tem o de comer certinho, enquanto muitos não tem. Nunca deixe alguem sair com fome de perto de você, essa é a maior falta de caridade que tem quem pede e quem dá, cada um tem sua serventia pra Deus.

Bom, se quiser fazer com recheio doce, pique goiabada de corte, fica muito com, mais o melhr mesmo é linguiça de porco temperada, já frita e pode por umas talas de queijo também, fica muito bom. Abra a massa na mesa com farinha, e corte no meio, cada uma dá um pão. Enrole e pincele uma gema por cima e asse no forno quente. Leva uma meia hora pra ficar pronto.
Outro recheio bom é de quiejo meia cra com tempero, orégano seco, azeitona, milho, tomate com manjericão e por aí vai. Dá pra fazer 2 pães médios ou 8 pequenos.
Dá também pra fazer uma espécie de pão bolacha sem fermento, amasse tudo do mesmo jeito, deixe meia hora coberto, amasse de novo e abra bem a massa. Corte as tiras e ponha alecrim seco com azeite, sal e orégano por cima. Coloque pra assar até ficar crocante.

Receita tem muita, quero ter é cabeça pra lembrar.

Cozinha dos Vurdóns.

ROSCA DE TRANÇA - Maylê





ROSCA DE TRANÇA

Você vai precisar de:

2kg de farinha de trigo,
8 ovos;
1 concha de óleo,
2 colheres de sopa de manteiga,
1 pitada de sal,
3 xícaras retas de chá de açucar,
6 tabletes de fermento.
leite para dissolver o fermento.

1º fermento: dissolva os tabletes de fermento em 1 copo de leite morno e misture a 300 gramas de farinha de trigo. Sove e deixe crescer. Mais ou menos 30'.

2º fermento : acrescente 1/2 kg de farinha de trigo, 3 ovos, e mais ou menos 1 copo de leite frio. Sove, amasse e deixe descansar até dobrar de volume - tampe com um guardanapo úmido.

3º fermento: misture o restante dos ingredientes e sove bastante. Cubra com um pano úmido e deixe dobrar de tamanho ou até que uma bolinha da massa suba, dentro de um copo com água.

Unte uma forma, aqueça o forno e pincele uma gema. Ponha pra assar.

Faça um café, porque sempre é bom, sente-se e saborei. Essa rosca desfolha, mais isso só é possível se você sovar muito. Não fica cheia de açucar, o que permite o gosto perfeito. Tradicionalmente ela é feita em uma gamela e trançada nas pernas cobertas pelo guardanapo.

HISTÓRIAS DOS FORNOS DA MAYLÊ FIA.
 Cozinha dos Vurdóns.
 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

PÃO NA CHAPA - Ciganos pelo mundo.

Quem não gosta de pão? Cigano ama pão - kolaco e/ou manrô, chapati, matzá, pay dinah e outros. Em tempos modernos o melhor é preparar pães saborosos de acordo com as mais variadas tradições de família e cozinha. O desperdício é algo muito combatido dentro das famílias e dos descendentes de povos ciganos.Inclusive, diga-se de passagem, de todo aquele que já passou pela falta de comida. Por esse motivo bastante claro, eles aproveitam tudo com os alimentos. Fartura e responsabilidade para os que podem comprar e respeito pelos que não podem ter refeições fartas. A fome transforma os homens em iguais e o PÃO em sagrado.
Porque na chapa ou no espeto? É a base do fogão de um Vurdón, além das trempes, tripés e fornos de barro.Adaptou-se o forno e a cozinha convencional. Viajando pelo mundo com muito bom gosto.

RABANADA SALGADA

Bata no liquidificador ou numa tijela - 250 ml de leite, 1/2 lata de creme de leite fresco, 1 ovo, sal e pimenta do reino. Passe os pães cortados em lascas nessa mistura e ponha numa assadeira levemente untada com manteiga. Polvilhe queijo e asse em forno quente por 20'. sirva quente.
Ou coloque os na trempe de um lado e de outro, por último ponha o queijo em um dos lados e espere começar a derreter.

PÃO COM QUEIJO E ERVAS

Pegue os pães amanhecido e corte ao meio. Faça uma pasta de queijo, alho, sal, azeite e pimenta do reino. Ponha para assar em forno quente até derreter.

PÃO DE NOITE

Amoleça o pão no leite com mel e canela. Coloque uma gota de azeite numa grigideira e aperte os pães até estarem dourados. Para uma xícara de chá de leite, use 2 colher de sopa de mel e 1 colher de café de canela em pó. Pode ser feite na chapa também.

COZINHA DOS VURDÓNS

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

BOLO DE BATATAS DA DONA ANNA

VAN GOGH - OS COMEDORES DE BATATA/1885
 
Cozinhe 1 K de batatas descascadas com sal, 1 cebola e alguns dentes de alho. Ponha mais ou menos 1 1/2 de água para essa fervura. Desligue e amasse com garfo ou espremedor. deixe esfriar. Bata 3 ovos, mais bem batido com salsinha, cheiro verde e uma pitada de açafrão. Acrescente na batata uma colher de sal e 1 colher de azeite. Coloque 2 colheres de fermento caseiro ou o comum pra bolos. Misture os ovos, as batatas e o fermento até ficarem homogêneos.
Deixe descansar e prepare o recheio. Pode ser de jardineira de legumes e de carne. Vamos fazer de linguiça.
Peque 250 grs de linguiça defumada ou calabresa e deixe cozinhar em água para sair a gordura. Jogue a água fora e pique cebola, milho verde (1 xícara), 5 couves de bruxelas em rodelas, azeitonas pretas e verdes e 1 pimentão vermelho. Refogue tudo rapidamente e verifique o sal. 
Unte uma forma e distribua a metade da massa da batata, apertando com um garfo, ponha o recheio e pique mozarela de búfala. Cubra com o restante da massa e com farinha de rosca peneirada. Coloque uns cubinho de manteiga por cima e leve ao forno quente por 25'. 
 
COZINHA DOS VURDONS


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

TCHAIÓ ROM - por BHÀ ANNA


 RECEITAS DE FAMÍLIA

CHÁ CIGANO – um lenço na cabeça, sempre de avental comprido, amarrado na cintura. Dois bolsos arredondados. Os olhos de um verde esmeralda pura, fortes e firmes. A pele um moreno meio de sol, de tanta bacia de roupa pra lavar. Depois de fixar residência no interior de Minas Gerais, entre uma fornada e outra de comidas simples e de um sabor sem igual, essa cigana de um clã Kalderash – Anna, deixou em nossas memórias algumas receitas e em nossos corações muita força e muita saudade. 

Sobre o Chá Cigano, ela costumava dizer: Meus pais não deixavam o chá torrado, forte, de lado. O frio do leste europeu pedia isso, aqui não, gosto do chá mate que é mais suave, misturado com limão. Alegra a alma e acalma o corpo, ajuda a gente a dormir melhor e acordar mais preparada para o dia a dia da lida.

Acostumei a usar laranja, uva, hortelã, funcho, hibisco vermelho, amora, cravo, morango, pêssego, pêra, maça e damasco. Cada qual tem a sua serventia, como tudo que Deus faz é bom. Essa deve ser a bebida de toda pessoa que respeita e agradece a Deus pela criação. Pense comigo, Nada aqui precisa ser comprado, na miséria de muitas caravanas ou kumpanias, essa coisas britam do chão, a natureza dá de presente o alimento, a gente é que passa e não vê, não enxerga. Vemos tijolos, carros, dinheiro, mais a natureza não pode ser deixada de lado e tudo o que é fruto, foi Deus quem plantou, a chuva que aguou. É por isso que chá bem feito cura qualquer coisa, porque esse é o alimento que Deus deixou pra nós nesse mundo, o alimento do corpo e da alma. Ele não ia deixar a gente morrer de fome. A fruta é doce , como é doce o carinho dele por nós, nos lembrando que por mais difícil que seja essa nossa passagem por aqui, ele se lembra até de nos alimentar e com doçura. O nosso corpo é sagrado e ele deve ser lavado e enxaguado todo dia.

É claro que não põe tudo junto que fica ruim, mais cada qual serve pra alguma coisa diferente, pra uma necessidade, escolhe com calma umas 5 a 7 frutas e faz o chá.

Laranja – serve pra adoçar e pra combater o calor do corpo, a folha dela serve pra febre e a gente urina melhor,
Limão – ajuda na gripe e não deixa a gente adoentar o corpo,
Uva é doce como o mel e faz a gente se lembrar de muitos filhos e irmão, todos num cacho só, além disso, ela melhora o sangue, deixa ele mais limpo,
Hibisco vermelho, amora e pêra é tudo fruta de mulher, ajuda na dor nas pernas, nas regras e no nervoso,
Pêssego alegra a alma e acalenta e coração,
Maça lembra a privação dos alimentos e deixa o coração bater mais devagar,
Damasco, esse quando tem é bom, junto com o funcho ajuda na digestão e dissolve as carnes que a gente come melhor, o corpo fica mais leve,
Hortelã acaba com qualquer tristeza e  tira o calorão do nervoso, alivia o pensamento e deixa a cabeça mais fresca,
Cravo acorda a gente, tira o corpo da moleza e não deixa adoecer de queixume da ferida amarela (inflamações).

Aquece água e põe o chá mate, ou pode ser de pêssego, ou de folha de amora, ou chá preto (que limpa o intestino e para vômito) e umas folhas de hortelã ou uns cravos amassado. Ferve, côa e deita por cima das frutas picadas e amassadas. Tem gente que côa e toma, mais isso tá errado. Toma o chá e come as frutas. Pode comer sem medo que faz muito bem pra qualquer um.


Bhá Anna morreu aos 89 anos de idade em 1973. Ela criou os filhos sozinha, lavando e passando pra fora. Viveu um grande amor e foi correspondida. O marido, um não cigano, rico e fazendeiro foi impedido pela família de se casar com uma cigana, fez greve de fome e morreu. Anna por sua vez foi deixada pra traz pela caravana, visto não aprovarem essa união. Em meados de 1930 seus filhos já estavam estabelecidos e com posses o suficiente para garantir a essa mulher forte uma vida de alegria e conforto. Nunca abandonou seu avental de bolsos e suas lembranças.

As receitas da Dona Anna, serão contadas agora no nosso blog. Uma despretenciosa homenagem a uma mulher que na década de 20 lutou pelo amor e pagou o preço da discrimanação e do preconceito. Quem diria Bhá, juntas de novo.

COZINHA DOS VURDÓNS.



terça-feira, 19 de outubro de 2010

FRIGIDEIRA DE FESTA

Frigideira de festa – Mariah

2 ramos de manjerona e dois de manjericão, lavados e retirados os talos, 1 punhado de orégano, azeitonas pretas (sem caroço), 3 colheres de sopa de azeite, 1 abobrinha média (cortada em cubos pequenos), uma berinjela média (cortada em cubos pequenos), 2 xícaras de chá de mussarela de búfala (cortada em pedaços pequenos), 1 xícara de chá de uvas passas – banhadas com água e mel por 20’), tomate seco picado (1 xícara).

Peque uma dessas frigideiras largas e coloque a metade do azeite, um pouco de cebola ralada e deixe dourar. Acrescente a berinjela e a abobrinha e não deixe de mexer. Quando elas tiverem com a metade da maciez, coloque um pouco de sal, o tomate seco e a azeitona. Acrescente o orégano e a manjerona fresca. Refogue e acrescente a uva passa com caldo e tudo. Mexa de vez em quando e quando o caldo estiver no final, acrescente o restante do azeite, o queijo e o manjericão. Mexa mais uma vez e desligue o fogo. Abafe por 2’ e sirva, principalmente com pão ou folhas de alface em copa.

Cozinha dos Vurdóns

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

FRANGO DOURADO COM QUEIJO

FRANGO DOURADO COM QUEIJO

Mesa farta, receita grande. Essa dá pra 8 pessoas tranquilamente e pode ser feita no forno ou na frigideira grande ou na panela.

Pegue mais ou menos 2 bandejas de sobrecoxa e retire a pele e os ossos. tempere com 1 pimenta de cheiro (picada), 1 cebola média ralada, 1 colher de sopa de mel e 1 de mostarda (Dijon). Misture 1 colher de salsinha e cebolinha fresca e picada, 1 colher de sobremesa - rasa - de sal, 2 dentes de alho e 2 colheres de sopa de azeite extra virgem. Acrescente 1 xícara de café de água e umas 7 fatias finas de gengibre, misture tudo e deixe descansar por 20'.

Vamos preparar o queijo. Use requeijão culinário (1 copo médio) ou faça seu creme de queijo.

REQUEIJÃO CULINÁRIO PRONTO, acrescente a ele, 1/2 copo de leite e 1/2 copo de água, sal e pimenta moída (opcional). Rale 1 xícara de queijo curado ou fresco em lascas grossas.

QUEIJO CASEIRO: bata 1 copo de coalhada com sal junte queijo mole branco - bata tudo no liquidificador e acrescente leite e queijo curado sem bater.

Disponha o frango numa panela ou frigideira (sem acrescentar nada) e sem o caldo, que você deve conservar. Deixe no fogo baixo por 20' para que doure sem grudar, apenas na própria água, depois acrescente o caldo que ficou reservado e deixe ate formar um caldo grosso. Despeje o creme de queijo e tampe a panela ou coloque na forma pra assar.

Na panela só misture a primeira vez e depois não mais. no forno disponha o creme sobre o frango e leve pra dourar por 10' em forno quente.

Caso prefira só o forno: coloque tudo junto, com caldo e tudo numa assadeira alta, ponha papel alumínio e deixe assar por 30'. Retire o alumínio e deixe assar por mais uns 20'.

Esse frango fica muito perfumado, sirva com vinho branco - seco e saladas coloridas, as SARMIANCAS CIGANAS.

COZINHA DOS VURDÓNS

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ARROZ DE CASAMENTO

Arroz de casamento - tâmaras, champanhe e laranja

Nos dias de festa a mesa é farta, nos dias comuns também. Não existe dia especial, todos os dias são especiais e recebidos com alegria. Alguns pratos são preparados de forma diferente, especialmente nas Slavas, mais isso é devoção de cada um. Gosto muito desse arroz em especial, foi servido no meu casamento. (Ketrin - uma Pury).

Lave três xícaras de chá de arroz e reserve. Refogue 2 dentes de alho (amassados), 1/2 cebola picada, 2 colheres de sopa de azeite de oliva. Quando dourar coloque o arroz e 1 colher de chá de sal.
Acrescente 2 xícaras de suco  laranjas, 1 xícara de chá de água e 1 de champanhe, tampe e deixe cozinhar.
 
Numa frigideira grande, coloque 1 colher de sopa de mel, 1 colher de sopa de azeite, 2 colheres de sopa de alho torrado, 1 colher de sopa de manteiga, 1 1/2 xícara de chá de amêndoas fatiadas e torradas, 1 pitada de sal e 1 xícara de chá de tâmaras cortadas sem carroço e leve ao fogo médio sem parar de mexer, quando todos os ingredientes estiverem integrados, junte o arroz, revire e mexa bem, até estar totalmente misturado.

Sirva em seguida. Esse arroz acompanha muito bem carnes com gosto forte.

A COZINHA DOS VURDÓNS

COSTELETAS DE PORCO DA ROMÊNIA

COSTELETAS DE PORCO COZIDAS
ROMÊNIA

Para essa receita você vai precisar:

Corte as batatas descascadas - 1/2 k - rodelas grossas e as coloque numa assadeira forrada de papel manteiga, tempere 4 grandes costeletas de carne de porco com sal, pimenta e ervas misturadas secadas  (½ copo) - as ervas podem ser: ervas de provence.
Corte  1 maçã de cozimento (sem caroço e pele) em fatias finas e cubra a costeleta, por cima despeje as cebolas em cubos e um pouco de azeite misturado com água (1 xícara de café).

Junte cortado em cubos: 4 cenouras e 1 nabo, 2 pastinagas ou 2 mandioquinhas e disponha nas laterais das costeletas. Termine de cubrir e coloque para assar em temperatura alta por + ou - 1h e meia.
 
*pastinagas - parecem cenouras grandes e tem um gosto muito mais acentuado, são de um amrelo acentuado e são comuns na europa As pastinagas substituiam as batatas. 

A COZINHA DOS VURDÓNS

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

SANDUICHE DE FRANGO COM MOSTARDA E MEL - (Day Praty)

O Pão de centeio ou o Pão Sírio ficam muito bons com esse tipo de sanduiche,

Corte 3 bifes de peito em tiras, e coloque na frigideira com 1 colher de café de mel, sal, alho e refogue.
Pique 1 tomate em cubos finos e acrescente ao refogado. Agora coloque 1 colher de sopa de alcaparras e uma colher de sopa de uva passa.
Acrescente 2 colheres de sopa de água, 2 colheres de sopa de mostarda - dijon - salsinha e alho crocante.
Misture tudo, apague o fogo e tampe por 3'.

Pronto. Experimente colocar alface roxa ou americana, pois possuem um sabor neutro e ao mesmo tempo marcantes por serem quase crocantes e muito suculentas.

A Cozinha dos Vurdóns

BIFE ENROLADO NO ESPETO

6 sobrecoxas sem osso e com a pele,
Mel - 3 colheres de sopa,
1 cebola média cortada em rodelas inteiras,
sal e pimenta moída,
6 fatias de queijo - curado e grosso,
1 colher de sopa de azeite temperado com alecrim.

Tempere e coloque 3 colheres de sopa de água de laranjeira - reserve por 20'. enquanto isso separe 6 pedaços de laminado e ponha 6 espetos na água fria.  Abra os bifes, bata um pouco, coloque a cebola e o queijo, enrole, vai ficar meio justo, então prenda com palitos, coloque no espeto e depois o laminado.

Asse assim por 20' e retire o laminado, vá molhando com a salmoura do tempero por mais uns 10' e está pronto.
A cozinha dos Vurdóns

TEMPERAR, ESSE É O SEGREDO


O MUNDO MÁGICO DOS TEMPEROS

Temperar é uma arte. Simplificar esse tempero também é uma arte. O que muita gente desconhece é que para se temperar de forma sublime você precisa apenas ter paladar.
O sal, muitas vezes vilão, o alho, muitas vezes herói e a cebola ganham vida se misturados com pimenta do reino, páprica doce, micro pimentão fatiado, pimenta do reino, jiló, ameixa seca, couve de Bruxelas, os talos da couve e do brócolis, e assim por diante.

Separamos algumas receitas  da Balah Colina e do Day Praty, ambos de origem cigana. Day Praty Indiano e radicado no Brasil há mais de 30 anos e a Balah é de origem mista e inserta, o pai cigano de origem Turca e a mãe americana, hoje com seus 56 anos ela revela algumas situações e fatos únicos na sua vida. Um deles é de quando seu pai resolveu comprar uma casa de campo para armarem uma tenda. Há 5 anos ela se dedica a cozinha de uma pequena pensão no interior de São Paulo. Casada e mãe de 4 filhos ela hoje nos ensina o que aprendeu com a sogra, descendente de ciganos kalons, vindos de Portugal.

FAROFA DE MIÚDOS (COLINA)

1 xícara de coração de galinha, uma de fígado e 1 de moela, lave bem e pique em pequenos cubos, deixe repousar  em 1 colher de vinho tinto, uma cebola ralada, sal e 1 colher de sopa de bacon picado.

Enquanto isso, rale 2 espigas de milho, 1 pimenta de cheiro, 6 jilós em cubinhos e misture com os miúdos guardados. Coloque numa frigideira larga, com 2 colheres de azeite e vá mexendo até fritar, acrescente 1 xícara de ameixa preta - seca e sem caroço. Despeje 1 colher de sopa de água e vá mexendo, quando a água baixar toda, misture duas bananas picadas e 2 pêssegos em calda, picados em quadradinho.

Refogue e verifique o sal. Coloque uma colher de sopa de manteiga e quando ela derreter, ponha de duas  a três xícaras de farinha de milho.
Sirva quente com cebolinha picada por cima.

A Cozinha dos Vurdóns

terça-feira, 5 de outubro de 2010

NACONS - Itália

NACONS, NACOUS OU RECHEIO DE LEGUMES E CARNES PARA SANDUICHES DE VIAGEM

Roda vai e roda vem, essa receita foi ensinada em 1988 por uma senhora muito humilde, Mariahy, na época uma camponesa longe das viagens e travessias, morando numa casa simples aos arredores de Pietromonte/Itália.

NACONS DE BERINGELA

2 Beringelas de média a grande, cortada primeiro em fatias, depois em tiras finas,
1 punhado de orégano (cabe no meio da palma da mão ou da mais ou menos 1 colher de sobremesa),
2 voltas de azeite (4 colheres de sopa),
azeitona preta,
2 dentes de alho amassados,
meia cebola picadinha,
pimentões coloridos em tiras,
1 peperonne pequeno sem semente (pode usar pimenta de cheiro).

Aqueça o azeite com a cebola, o peperonne, o alho na frigideira larga, gire para não agarrar. em seguida jogue as azeitonas e um pouco do caldo de conserva delas, as beringelas, uma pitada de sal e tampe pra abafar. Isso é rápido, então coloque os pimentões e mexa bem. Ponha o orégano. Mexa sempre pra não agarrar, então borrife com água ou vinagre ou vinho. tampe e apague o fogo. 
Espere por alguns minutos e pronto, pode colocar dentro do pão e saborear.

MOLHO DE TOMATE - mariahy

30 tomates maduros pra caldo, sem as partes verdes,
uma panela com água que cubra em 5 cinco dedos os tomates,
1 maço de salsinha, (só as folhas)
1 maço de cebolinha, (picadas)
1 xícara de orégano (café),
1 ramo de majerona fresco,
4 colheres de sopa de sal,
1 xícara de mel (café),
celola e alho amassados (tipo: 3 cebolas e 5 dentes de alho),
Enquanto fervia e ela ia mexendo com uma colher de pau, jogava o azeite em fio e controlando o fogo para não queimá-la.

Mexer só no sentido horário e ir apertando os tomates que vão se quebrando e engrossando o caldo.
Hoje com o liquidificador e a panela de pressão, tudo mudou, mais o gosto do caldeirão de ferro é insubstituível.

NACONS DE ABOBRINHA ANÃ

4 abobrinhas pequenas cortadas em cubos com casca e tudo,
1 cebola grande picadinha,
1 punhado de manjericão fresco e mel,
sal,
1 cenoura pequena em tiras finas e curtas,
1 punhado de uva passa,
4 tomates cortados em quadradinhos,
azeite e um ramo de alecrim inteiro.

Deite o azeite no fogo com alho, cebola, as uvas passas, a cenoura e um pouco de sal.
Refogue bem e coloque a abobrinha e o tomate, ponha uma cova de água, (cabe na sua mão) e mexa, em seguida tampe, por 5 minutos.
Acrescente o mel e mais uma cova de água e mexa com o ramo de alecrim até tudo estar com uma camada parecida a caldo grosso. Coloque o manjericão, misture e está pronto o seu sanduiche.

CEBOLAS DOURADAS DA MARIAHY

Uns 2 k. de cebola pequena ou miúda (tipo conserva),
coloque pra ferver em água que cubra as cebolas, com 1 colher de sal (sal) e 3 xícaras (café) de vinagre e vá pingando o mel. O fogo é mediano. Ponha um pouco de azeite balsâmico (+ ou - 1 xícara de café).
Usa-se meio litro de mel e deve se mexer as cebolas com cuidado. Depois de terminado, deixe esfriar e coloque num pote para servir com quase tudo.
São divinas e saborosas, se servidas com pão, lascas de queijo forte ou carnes de porco assadas.

Não sabemos o que foi feito de Mariahy, sabemos que tinha um lenço especial que usava só pra cozinhar e cozinhava cantando e contando estórias, na época estima-se que ela tinha por volta dos seus 75/78 anos, contava um bisneto dela, a família é grande e muitos morreram, eu sou o primeiro a ir pra uma Universidade. Não sabemos bem dos costumes e nem da língua, temos um dialeto que mistura romanês, Italiano e Russo. Minha avó era de lá, da Rússia, mais ela não conta nada, as vezes escapa alguma coisa. Meu pai é descendente de ciganos que chegaram da Grecia e de Portugal por aqui há muitos anos e se estabeleceram no cultivo básico da terra e na criação de cabras. Vendemos doces, Malaya, minha mãe, cozinha muito bem. Eu, trabalho e estudo perto daqui, em Catanzarro, mais ninguem sabe que somos ciganos, os tziganes. Somos Italianos e não queremos mais guerras. O bisneto se chamava Josephe.

A COZINHA DOS VURDÓNS

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A COZINHA DOS VURDONS: "AS ESPECIARIAS DOS VURDÓNS"

A COZINHA DOS VURDONS: "AS ESPECIARIAS DOS VURDÓNS"

www.amsk.org.br

"AS ESPECIARIAS DOS VURDÓNS"

VURDÓN - em romanês ou romani, significa "CARROÇÃO" - meio de transporte e a casa de muitos ciganos nomades.
Esse blog é dedicado as inúmeras receitas pesquisadas, algumas guardadas e outras alteradas pelo ir e vir das estradas. A comida servida nos vurdóns é sempre rica, festiva e muito salutar. Feita para alimentar e sobreviver, dar força ao corpo e alegria a alma, os pratos são recheados de receitas simples que ganharam sofisticação ao longo do tempo.
Muitos se lembram das riquezas de campos e países, mais também da escassez do inverno e da guerra. Das caravanas do interior de São Paulo, Minas e Goiás, as estradas e campos da França, Rússia, Polónia, enfim, do mundo.

Estradas percorridas, receitas novas. Nas mãos de senhoras mais velhas e de mulheres mais novas, a tradição se funde aos dias atuais com bom gosto e respeito as tradições.

A COZINHA DOS VURDÓNS  é antes de tudo dedicado a Sara, a Kalí que conheceu a fome, a sede e a privação. A Associação Internacional Maylê Sara Kalí dedica esse blog e esses estudos da cozinha popular mundial a todos os descendentes afastados, retirados dos seus meios e a todo aquele que deseja fazer de uma simples refeição, uma viajem de sonho na magia do paladar. www.amsk.org.br

“AS ESPECIARIAS DOS VURDONS PELO MUNDO”

 
A manjerona, o coentro, o louro, alecrim, tomilho ou as de origem asiática como a cebolinha verde, o alho, estragão, o gengibre, manjericão viajaram oceanos para encantar as mais diferentes culturas. Da manteiga de Karité, feita a base de dendê (culinária africana), o famoso azeite de dendê consumido no Brasil. O urucum, (culinária dos índios tupi-guarani), também é utilizado na gastronomia brasileira e com muito sucesso. Pense nos temperos de um jeito diferente na próxima vez que estiver cozinhando.
Da Índia, o uso do curry. Da cozinha do México suas pimentas ou “Chile”. Muitos desconhecem que o capsicum (nome científico da família das pimentas, condimento característico na culinária tailandesa, vietnamita, chinesa e indiana) pode ter chego à Ásia por meio de exploradores chineses que aportaram na América Central e México antes dos europeus, viagens e temperos, mercadorias com peso de ouro.

Para cada alimento um remédio, alguns ajudam a urinar, outros dão felicidade, outros acalmam, dão força e perseverança, mais isso já sabemos, só nos falta acreditar nisso. Os povos nômades sabiam e sabem disso e se utilizam dessas verdadeiras preciosidades no seu dia a dia.

ALECRIM: Especialmente usado para carnes de porco, carneiro, cabrito e peixes. Usa-se também em carnes brancas, vale à pena apreciar uma carne de porco ou salmão. O alecrim em forma de chá é um ótimo estimulante, combate o cansaço físico e mental, é diurética e ajuda no combate a taquicardia.

ALHO: Para carnes, molhos, recheios, frangos e sopas. “Arroz de alho”, imperdível. A variedade de molhos é incrível. Para a saúde nem se fala, desde combater gripes e resfriados a aumento do sistema imunológico. Hoje podemos encontrá-lo em pastas, granulados e etc...ingrediente importante para ajudar na diminuição de temperos carregados em sódio que produzem inchaço e outros males.

PÁPRICA- Tempero feito com sementes secas e moídas dos pimentões. Dá um gosto muito agradável às carnes, aves, caças, canapés de queijo, ovos e molhos. Cuidado com ela pois deve ser usada com cautela.

CURRY - Na verdade o curry é a combinação de vários temperos e especiarias. Este condimento é feito à base de açafrão-da-índia (cúrcuma), cardamomo, coentro, gengibre, cominho, casca de noz-moscada, cravinho, pimenta e canela moída. Esses são os ingredientes básicos, outros podem ser incluídos, de acordo com as preferências. É muito usado para fazer receitas com frango, o famoso Frango ao curry e é indicado no preparo de ovos, sopas, peixes, carnes, legumes e em molhos.

VINAGRE - Tempero indispensável nas saladas, molhos, picles, etc. Dê preferência ao vinagre de frutas, de maçã, principalmente. Existem hoje vinagres de vinho tinto com especiarias e podem ser usados nas carnes e o também o vinagre de vinho branco, usado em peixes.

CEBOLINHA: De sabor delicado e agradável, com um toque levemente adocicado serve bem para saladas, omeletes, patês, sopas, massas, risotos, carnes, peixes e maioneses. Fica muito bem decorando pratos e polvilhada em cima de arroz ou no Tutu de feijão.

AÇAFRÃO -  Conhecido também como açafrão da terra é um pó amarelo de cor forte extraído da batata de uma planta. Muito usado no frango ensopado, arroz e macarrão, principalmente nas regiões de Minas Gerais e Goiás. É considerado um poderoso antiinflamatório, combate a febre e restabelece a febre.

HORTELÃ OU MENTA: Tradicionalmente usado no preparo do Kibe ou em carne de carneiro, fica ótima em molhos a base de limão. É refrescante como chá gelado. Nos países Árabes é muito utilizada a famosa água de hortelã, que ajuda a refrescar os dias de verão e proporcionam um bem estar ao estômago.

AZEITE - Uma salada sem azeite não é a mesma coisa. Prepare "seu azeite" introduzindo na lata de óleo várias azeitonas, principalmente pretas. Ele ajuda a diminuir o colesterol e simplesmente muda o sabor de qualquer prato. Faz muito bem ao coração e ao intestino.

LOURO - É usado como aromatizante em temperos de carnes, peixe e frango, camarão, lentilhas e feijão e nas sopas de verduras. Também deve ser usado com moderação. O chá de louro normalmente é usado para má digestão. Diminui o odor de carnes fortes como dobradinha, mocotó e rabada.

MANJERICÃO: De sabor suave e levemente picante usa-se para preparar massas, macarronadas, leguminosas, cereais e assados de todas as carnes. Adiciona-se esse tempero quase no final da preparação para que ele não perca o sabor. Nas saladas cruas é muito bom e nos famosos pães grelhados da Itália e da Espanha. O manjericão alegra a alma.

CANELA - É a casca de uma árvore. Muito utilizada nos molhos, arroz doce, creme de milho verde e tantos outros pratos, que são polvilhados apenas com canela em pó. A canela em pau é usada, geralmente, nas caldas, nos doces de frutas, cremes, etc. Também um chazinho de canela em dias frios tem seu valor, além de combater o resfriado. Arroz com carne de porco, legumes e canela é maravilhoso, café julhino e muito mais.

MANJERONA: com sabor requintado, coloca-se no final de cozimentos de carnes, sopas, feijão, lentilha e molhos. Fica ótima em saladas. O chá de manjerona é bom para dores de cabeça e insônia. O molho de tomate camponês leve manjerona.

ORÉGANO: Conhecido como o tempero das pizzas, essa erva é bastante usada tanto pelos brasileiros que aprenderam a usá-las, quanto pelos Italianos, que a tornaram conhecida no mundo todo. Confere sabor especial às omeletes, molhos de tomate, saladas, pães especiais, assados e massas.

SALSA: Do mesmo modo que a usamos em omeletes, legumes, saladas e carnes vermelhas, brancas e peixes, também podemos usá-las em sucos. Melhora a capacidade digestiva e limpa o sangue. Ornamenta pratos e fica ótima em farofas.

SÁLVIA: Usada na forma de erva seca, é muito aromática. De sabor sofisticado, é um ótimo tempero para pães, carnes de carneiro e cabrito. Usa-se em queijos e molhos. Em forma de chá tem propriedades antiinflamatórias, é ótima para pessoas que sofrem de asma, gripes e resfriados, amidalite e faringites. As sopas com sálvia são um capítulo a parte.

TOMILHO: É ótimo em molhos, saladas e sopas além de combinar muito bem com peixes e mariscos.

GENGIBRE: Outro que merece um capítulo especial. O gengibre pode ser usado em peixes, frutos do mar, carne de porco e aves, principalmente frango. Usamos no café, no vinho, no chá. Vai muito bem combinando com molho de soja, sopas e legumes e é muito apreciado em todo continente asiático. Junto com o alho e a cebola, o gengibre é considerado o rei da medicina-culinária. É bom para prisão de ventre, gases, perda de apetite e, anti gripal, estimula a circulação. Uma boa dica é suavizá-lo com açúcar ou mel, cada qual com o devido cuidado é claro na confecção de balas.

A cozinha dos Vurdóns

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